Hoje quero chamar a atenção de vocês para um caso ainda muito questionável, mas que está criando cada dia mais adeptos (incluindo eu até o momento presente, onde reconsiderarei minhas escolhas).
Estamos na era da magreza e isso não é novidade pra ninguém. Tantas pessoas se matando na academia, passando fome, tomando shakes que prometem substituir uma refeição saudável (!!!) e outras loucuras da era da estética. Para auxiliar no emagrecimento, muitas pessoas recorrem aos adoçantes dietéticos, mas nem sempre eles foram bem-vistos.
A Sacarina, descoberta em 1879, foi o maior alvo de críticas, talvez por ter maior tempo de mercado. A crítica mais famosa acusava a sacarina de ser a responsável por câncer na bexiga de ratos. Por isso, foi objeto de estudo de mais de 30 trabalhos com humanos. No ano de 2000, o Programa Nacional de Toxicologia determinou, com base nos estudos disponíveis, que a sacarina não era um agente em potencial na etiologia do câncer, em vista do que a FDA liberou o produto para consumo geral em 2001. Aqui temos que dar o braço a torcer, uma vez que profissionais de abordagem holística (assim como eu) reconhecem que todas as doenças (e principalmente o câncer) são geradas pelo indivíduo. Maaaasssss, não podemos desconsiderar o poder químico das substâncias e como nosso organismo reage a isso. No intuito de melhorar a imagem desses adoçantes, colocou-se publicamente 3 grandes motivos para os adotarmos como grandes aliados da saúde:
1- Emagrecimento
2- Higiêne Bucal
3- Diabetes
O que dificilmente se divulga é que a Sacarina foi, inicialmente, utilizada como anti-séptico e como conservante de alimentos. O que um anti-séptico e um conservante têm em comum? Matar bactérias. O que são bactérias? Células. Do que somos feitos? Ah ta... "Ah, Mariana, mas vinagre é anti-séptico e conservante e não morremos por colocar um vinagrezinho na salada". Sim, mas experimente colocar 10 gotinhas de vinagre em cada cafezinho, cházinho que você tomar. Comece a acrescentar vinagre em todos os produtos que você consumir (uma vez que os diabéticos e os adeptos da dieta só consomem produtos Diet, ou seja, que contém sacarina). Será que uma ingestão cavalar de adoçante não interfere em nada na saúde?
Bom, como vocês já estão acostumados, aqui a gente não fica no achismo, então vamos a uma conversa mais consistente. Eu consumo aspartame há cerca de 7 anos. Preferi o aspartame por não deixar aquele resíduo amargo da sacarina (lembrando que o paladar humano identifica todos os venenos por um gosto amargo). Descoberto nos anos 60 num frasco contendo metanol, o aspartame foi eleito o adoçante da minha dieta para não engordar depois de uma aula de bioquímica na faculdade onde o professor explicava que um copo de leite apresenta seis vezes mais fenilalanina e 13 vezes mais aspartato que uma quantidade equivalente de refrigerante adoçado com aspartame e que a quantidade de metanol em um copo de suco de tomate é seis vezes superior a do mesmo volume de refrigerante. No entanto, vim notando uma diferença no meu metabolismo que num primeiro momento atribui à idade (fase adulta = metabolismo mais lento). Afinal de contas, como pode uma menina que vivia de salgadinhos, balas, chocolates e afins engordar com frutas refris light e chá com adoçante?
Depois de muitos chás, caí na besteira de tomar bola (moderador de apetite) mais conhecido como anfetamina. Sequei 6kg em 1 mês e passei muito mal. Tonturas era o mínimo que acontecia. Larguei a bola e engordei 10kg. Voltei pro chazinho com adoçante e nunca mais consegui emagrecer. Mas a história de antes poder comer quantidades de doce absurdas e pesar menos do que peso hoje comendo frutas e contidade de doce moderada, continuava me intrigando. De repente percebi que não consigo ficar completamente sem doce, mas mesmo moderando a ingestão, não consigo voltar ao peso antigo. Será que o inocente chazinho com adoçante tem algo a ver com isso? Impossível, eu diria. Mas hoje digo que isso não só é possível, como faz todo o sentido.
Uma pesquisa, assinada pela Universidade Purdue, nos Estados Unidos, comparou dois grupos de roedores: a um deles foi oferecido iogurte adocicado com açúcar normal e, ao outro, o laticínio com um edulcorante artificial, a sacarina. Para resumir a ópera, os bichos que ficaram à base da segunda opção tiveram maior ganho de peso e, claro, aumento da gordura corporal sem falar que passaram a comer muito mais.
Depois de duas semanas de iogurte, os pesquisadores da Universidade Purdue ofereceram aos ratos um pudim de chocolate. Os animais se refestelaram com a guloseima. E, satisfeito, o grupo à base de açúcar comeu menos iogurte na refeição seguinte, como se o organismo tivesse feito um ajuste em relação à enxurrada calórica do pudim. Já o segundo grupo não fez a compensação: caiu de boca no iogurte com adoçante. Além disso, antes e depois do banquete, os especialistas mediram a temperatura dos roedores, um marcador potencial da atividade do organismo. Na turma do edulcorante artificial, a temperatura não se elevou como nas cobaias alimentadas com o iogurte açucarado.
O organismo dos animais, e o dos humanos, se vale de pistas nos alimentos, como o sabor adocicado, para predizer a quantidade de calorias que será fornecida pela refeição. Baseado nessas informações, o corpo processa de modo mais eficiente o que ingere. Porém, ao consumir alimentos como o iogurte com sacarina, essas respostas fisiológicas são reduzidas ou eliminadas, revela Susie. Assim, come-se em demasia e as calorias ainda são queimadas mais lentamente. Por essa tese, por trás do efeito engordativo de alguns refrigerantes diet estaria uma fome voraz, disparada pelo adoçante.
Numa outra pesquisa, os pesquisadores acompanharam os hábitos alimentares de 16 mil indivíduos de meia-idade por mais de nove anos. Seu objetivo era investigar a relação entre a dieta dessa gente toda e a ocorrência de síndrome metabólica, uma conjunção de problemas como resistência à insulina, colesterol ruim elevado, pressão arterial nas alturas e gordura abdominal.
No cômputo geral dos resultados, um achado surpreendente: os voluntários que bebiam uma lata de refrigerante diet por dia apresentaram um risco 34% maior de desenvolver a síndrome. Para ter idéia de como essa porcentagem pesa, o risco de quem costumava comer frituras foi, por incrível que pareça, só 25% maior.
Quer mais argumentos científicos? Ta bom. Em 86, foi feita uma pesquisa que avalia a mudança de peso, durante um ano, em 78.694 mulheres entre 50 e 69 anos que faziam parte de um estudo sobre mortalidade. Aquelas que usavam aspartame ganharam mais peso que as que não usavam o produto, independente do peso inicial. Segundo o pesquisador, "os dados não apóiam a hipótese de que o consumo de adoçantes artificiais a longo prazo ajudem a perder peso ou previnam o ganho de peso".
Aparentemente, em sua ação sobre o cérebro, o aspartame faz com que a pessoa sinta mais desejo de comer carboidratos — farinhas, açúcares, amido — e, assim, acaba engordando. Forma-se um círculo vicioso: a pessoa toma aspartame para emagrecer; mas passa a ingerir mais carboidratos, e aí engorda; logo, adota ainda mais alimentos com aspartame e fica presa neste círculo vicioso, cada vez mais vulnerável aos efeitos da droga. Segundo o psicólogo Daniel C. Stettner, existe uma outra forma de engordar por causa do consumo de produtos diet. "A indústria de alimentos joga com o açúcar, a gordura e o sal," diz ele, "é como um jogo de esconde-esconde." Ele diz que, quando os industriais diminuem a quantidade de açúcar nos alimentos, geralmente aumentam a gordura ou sal, para compensar a falta de gosto. Por exemplo, os sorvetes "sugar-free" são feitos com altos índices de gordura.
Outra forma, mais indireta, de sabotagem da dieta, com o uso do aspartame pode ser que se consome muito mais calorias, ao se considerar que o uso do aspartame está aliviando a "culpa". Se usamos aspartame (ou outro adoçante), sempre achamos que estamos liberadas pra comer um pouco mais...Eu já cansei de comer uma bela torta de chocolate tomando coca light e já vi muitas amigas fazendo o mesmo. Então analisemos os grandes 3 motivos para consumir adoçantes:
1- Emagrecimento - acho que nem preciso comentar muito né, quando o corpo pede doce, é de açúcar que ele está falando. Portanto, é preferível saciar sua vontade com um pedaço pequeno de bolo do que atacar uma torta diet ou tomar chazinhos com adoçante tentando se enganar. Uma hora você vai atacar uma salada de batatas achando que está livre do açúcar.
2- Higiêne Bucal - essa eu realmente acho ridícula e deve ser coisa de preguiçoso. Levanta essa bunda gorda e vai escovar os dentes!!! De preferência use uma loção bucal.
3- Diabetes - Existem 2 tipos de diabetes. Um acontece 'do nada' na infância, segundo a medicina tradicional e o outro acontece porque o individuo exagerou durante a vida. A prevenção ainda é (e sempre será) o melhor remédio, mas se você já está diabético, eu concordo com o uso de adoçantes em ALGUNS casos. Mas é bom a gente ressaltar que a melhor saída ainda é a diminuição do uso do açúcar.
Quantas vezes a gente exagera no açúcar sem nenhuma necessidade, enche o suco de açúcar, tem gente que póe açúcar no suco de laranja, eu acho isso tão estranho! Pega aquele abacaxi melado de tão maduro e faz uma coberta de açúcar em cima...
O importante é esoclher sempre o mais natural dos alimentos disponíveis e atender ao seu corpo. A partir de hoje vou abolir o adoçante e ver o que acontece.